Incontinência Urinária


Incontinência Urinária

A incontinência urinária é o tipo mais comum de problema ocasionado pela fraqueza da musculatura do assoalho pélvico (MAP). Por este motivo essa é também a razão mais comum para a prescrição de exercícios de fortalecimento desta musculatura.

A maioria dos casos de incontinência urinária se enquadra em um dos três subtipos descritos seguir: incontinência de esforçoincontinência de urgência ou incontinência mista. As duas primeiras são as mais comuns.

INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO

É caracterizada pela perda involuntária durante um esforço físico qualquer, em atividades como levantar peso, rir, tossir ou durante atividade física. É o tipo mais comum de incontinência.

INCONTINÊNCIA DE URGÊNCIA

É caracterizada pela perda de urina durante sob forte desejo miccional, ou seja, a perda quando a vontade de urinar é urgente.

A fisioterapia pélvica é considerada o tratamento padrão ouro para todo paciente com incontinência urinária, devendo ser a primeira opção para estes pacientes, desde 2005 pela International Continence Society, órgão internacional máximo no quesito incontinências.

INCONTINÊNCIA URINÁRIA MISTA

O termo é atribuído à mulher que sofre de incontinência urinária de esforço associada à bexiga hiperativa. Para estas mulheres, é importante identificar o sintoma mais limitante e, quase sempre, tratar a hiperatividade da bexiga em primeiro lugar.

O tratamento da incontinência urinária pode ser feito cirurgicamente ou de modo conservador (não cirúrgico).

PREVENIR É SEMPRE O MELHOR REMÉDIO!

Quando a incontinência urinária de esforço é diagnosticada logo no início, esta pode ser regredida com exercícios para a MAP, sem necessidade de cirurgia. Os resultados são excelentes.

No geral não existe um acontecimento que por si só enfraqueça a MAP de uma só vez. Pelo contrário: são diversos fatores que, durante toda a vida normal da mulher, fazem com que esta musculatura enfraqueça. Durante todo o dia a MAP sustenta o peso dos órgãos pélvicos, e sofre ainda maiores pressões quando a pressão intra-abdominal aumenta, no espirrar, tossir, ou ao fazer algum esforço físico.

Durante toda a gestação este esforço da MAP é ainda maior ao sustentar o bebê e os anexos embrionários, sem mencionar a agressão do parto. Ainda, há uma considerável diminuição na força desta musculatura durante a menopausa, quando os níveis de estrogênio (hormônio feminino) caem drasticamente: a MAP depende bastante deste hormônio.

Porém, se a mulher exercitar sua MAP regularmente, é possível mantê-la suficientemente para aguentar as exigências diárias sobre o assoalho pélvico: com força suficiente, a MAP pode contrair empurrando os órgãos para cima evitando sobrecarga e consequente lesão das fáscias e ligamentos que os sustentam.

É possível assim, prevenir problemas tão desagradáveis quanto as incontinências. Problemas que, se não cuidados, evoluem até graus críticos que exigem cirurgia corretiva, de durabilidade discutida.

Mas quem vai querer uma cirurgia se é possível evitar o transtorno com simples exercícios, não é mesmo?

MARQUE UMA CONSULTA COM NOSSOS PROFISSIONAIS